Quais são as novas áreas de atuação da tecnologia?

23 fevereiro 2018

Foram muitos os desafios trazidos por 2017 para o mercado de trabalho e para a economia brasileira. Devido ao ano cheio de reformas e restrições nas ações corporativas, a maioria das empresas brasileiras mudou um pouco o modelo de gestão, esperando, de forma cautelosa, a chegada de 2018. E o novo ano chegou e trouxe com ele um cenário um pouco mais positivo.

No último dia 31 de janeiro, o IBGE publicou dados atualizados sobre as taxas de emprego no Brasil. O desemprego seguiu em queda e ficou em 11,8% no quarto trimestre de 2017, atingindo 12,3 milhões de pessoas, 5% a menos do que nos três meses anteriores.

Também cresceu o número de pessoas que decidiu trabalhar por conta própria e chegou a 23,2 milhões. A alta foi de 1,3% em relação ao período de julho a setembro, e de 4,8% sobre o último trimestre de 2016. Na média anual, o trabalho por conta própria envolvia 25% dos trabalhadores – ou 22,7 milhões de pessoas.

Os economistas estão mais otimistas em relação ao crescimento econômico do ano, embora ressalvem que as discussões sobre as reformas econômicas e a possível instabilidade que a disputa eleitoral possa ocasionar no mercado financeiro tornem o cenário incerto.

Toda cautela é válida para repensar o negócio, mas uma certeza é fato: a área de Tecnologia é a promessa para a evolução da economia. Confira abaixo quais são as maiores áreas de destaque.

Destaques para algumas áreas

Com uma perspectiva de crescimento econômico e novos ares para o mercado, na lista abaixo apresentaremos algumas das áreas que estão surgindo no mercado e se tornando, pouco a pouco, uma grande alavanca para contratação de profissionais capacitados.

De acordo com o Estudo de Perspectivas de Carreiras e Profissões 2018 do PageGroup, realizado com mais 2 mil executivos e 15 mil profissionais em dezembro de 2017, 50% dos gestores no Brasil pretendem contratar novos colaboradores para suas equipes. Além disso, 82% das companhias querem manter ou aumentar seus quadros atuais neste ano.

Você já ouviu falar de Compliance? A área também pode ser denominada de Compliance Intelligence (CI) ou Inteligência de Conformidade. As atividades exercidas e os escopos de performance estão ligados ao monitoramento de riscos e auditorias preventivas da organização para exercício da atividade econômica em conformidade com a lei.

O foco atual é o de prevenção à corrupção, fraudes corporativas e inconformidades por meio da coleta sistemática de informações no ambiente corporativo e no mercado. Os dados coletados alimentam os sistemas com informação estratégica para a aplicação da lei, a fim de garantir a sustentabilidade e, acima de tudo, transparência do negócio.

Outro segmento que está em constante transformação é o da Tecnologia. Totalmente em alta e passível de evolução constante, este nicho está em mutação e, por isso, a chamada tecnologia do passado não funciona mais. Já ouviu o termo Tecnologia Disruptiva por aí? Ele engloba a inovação tecnológica, produto ou serviço que utiliza uma estratégia disruptiva (que rompe) para derrubar uma tecnologia já existente dominante no mercado.

De forma resumida: as tecnologias evolucionárias provocam melhorias nos produtos e serviços; as revolucionárias geram grandes alterações; e as tecnologias disruptivas destroem o que existe atendendo às exigências dos clientes, utilizando algo completamente.

Já que estamos falando de Tecnologia, a próxima área de destaque é a IoT. A Internet das Coisas é um nome curioso e um tanto ou quanto abrangente. Porém, não só o nome é grandioso, pois a área é capaz de alavancar a economia com novos modelos de negócios que melhoram a experiência e criam formas de se relacionar com clientes. Além disso, traz novos produtos e serviços, assim como inovam na análise e aplicação de inteligência sobre dados exclusivos coletados.

Já a TI Self-Service é formado por usuários de negócios, capacitados por serviços de nuvem fáceis de implantar e tecnologias de consumo de fácil aplicação e cada vez mais controlam as implantações de tecnologia sem a supervisão dos profissionais de TI.

O conceito de autoatendimento é o poder que os usuários de negócios têm de criar seus relatórios personalizados e consultas analíticas diretamente, quando e onde julgarem necessário. O autosserviço torna-se efetivo após a empresa construir seus data marts − ou data warehouse −, que são acessados pelo software self-service, respeitando os privilégios de acesso e as políticas de privacidade.

Ao disponibilizar uma ferramenta de autoatendimento, a área de TI tem o papel de auxiliar os usuários a entender os dados que estão disponíveis e os níveis das camadas de negócios. Com esse entendimento das informações disponibilizadas, o usuário final concentra-se sobre o significado dos dados no sistema de BI, não na tecnologia em si.

A IA (Inteligência Artificial) é tão importante para a humanidade quanto as descobertas do fogo e eletricidade. Essa é a visão e opinião do CEO do Google, Sundar Pichai, em entrevista concedida a uma emissora norte-americana. Ele acredita que ela seja capaz de se transformar em um ponto de virada para os seres humanos.

Além de muitas evoluções, que farão com que ecossistemas evoluam, a IA  impulsionará avanços em veículos autônomos e em veículos aéreos de entrega, que modificarão a vida nos grandes centros. Já nos cuidados de saúde, os sensores inteligentes ajudarão a monitorar sinais vitais e coletar dados sobre a pressão arterial, por exemplo.

WiFi HaLow, já ouviu falar? Por acaso já ouviu alguém dizer que “programou a casa” para que o ar-condicionado esteja ligado ao chegar? Pois é! Esta é uma área de visão para um universo conectado de casas inteligentes, wearables (tecnologias vestíveis), carros e tudo o mais. É uma nova forma de iteração da tecnologia WiFi, especificamente projetada para suportar os requisitos de baixo alcance e de longo alcance das aplicações IoT.

Outra área da tecnologia que merece destaque é a Blockchain, uma rede que funciona com blocos encadeados que sempre carregam um conteúdo ao lado de uma impressão digital. No caso do bitcoin, que está em alta, o conteúdo é uma transação financeira. A segurança fica por conta de um mecanismo que utiliza poder de processamento para resolver cálculos complexos, garantindo que determinado conteúdo seja válido.

Criado em um cenário de crise mundial e bolha imobiliária, o bitcoin nasceu para, entre outras coisas, prevenir o gasto duplo e aumentar a confiança das transações financeiras, levando-as para a internet. No ambiente digital, os dados podem ser copiados, alterados e trocados. O blockchain foi a solução para eliminar as duas primeiras características: uma pessoa não pode gastar 1 BTC duas vezes ou dizer que lhe enviou 10 BTC, mas transferiu apenas 0,01 BTC, por exemplo.

E para finalizar esta lista, falaremos sobre a Realidade Aumentada (AR). De uma forma simples, é uma tecnologia que permite que o mundo virtual seja misturado ao real, possibilitando maior interação e abrindo uma nova dimensão na maneira como nós executamos tarefas, ou mesmo as que nós incumbimos às máquinas.

Assim, se você pensava que objetos pulando para fora da tela eram elementos de filmes de ficção científica, está na hora de mudar seus conceitos. Aliás, o que acontece com a Realidade Aumentada é o contrário: você pulará para dentro do mundo virtual para interagir com objetos que só estão limitados à sua imaginação.

A empresa Google anunciou alto investimento nesta tecnologia para 2018, focado no nicho dos games. Para este ano, o que está previsto é o anúncio de novas funcionalidades envolvendo realidade aumentada e multiplayer voltadas para jogos em dispositivos móveis. Grande ansiedade para quem é louco por jogos que usam a realidade aumentada para projetar-se na história!

A nova economia

O Singularity University Global Summit é o maior evento que trata sobre o futuro dos negócios, da tecnologia e da humanidade. Em sua última versão, que aconteceu no fim do ano passado nos EUA, dados e previsões foram apontados como as regras mais ousadas a serem seguidas.

Um dos itens abordados que chamou a atenção é que, no ano de 2010, 1,8 bilhão de pessoas estavam conectadas à internet; em 2017, foram 3 bi; e entre 2022 e 2025 será o mundo inteiro.

Segundo teorias apresentadas, as tecnologias convergentes estão acelerando o progresso humano e criando oportunidades inesperadas a um ritmo insondável.

É nitidamente notável que a economia do século 21 é a do conhecimento, do empreendedorismo, da inovação. Bom para quem esteja aberto a mudanças e ruim para pessoas que não consigam transformar e compreender o processo evolutivo.

Pesquisadores defendem que esse é apenas o começo de uma revolução tecnológica, que terá como pilar um conjunto de “tecnologias exponenciais”, como robótica, inteligência artificial, impressão 3D, Internet das Coisas, medicina digital, neurotecnologia, nanotecnologia e biologia sintética. Todas essas forças e ferramentas têm o potencial de mudar, radicalmente, a forma como produzimos, vendemos, consumimos, nos comunicamos e nos relacionamos.

Com a inclusão destes fatores, o mercado de trabalho, e consequentemente as empresas, necessitarão de profissionais cada vez mais aplicados em gestão e administração, fato que deverá elevar a identificação e desenvolvimento de competências, pessoais, profissionais e empresariais.

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